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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Preâmbulo
À beira dos três anos de distância relativamente ao dia em que um mastologista me disse "A mamita é toda para sair", olho para trás e reconheço na minha história contornos de novela.
Desde esse tão presente dois de Janeiro de 2008, a minha vida tem vindo a alterar-se a muitos níveis, lentamente, como resposta, umas vezes mais, outras menos consciente, aos muitos episódios vividos, diversos na sua índole e nas pessoas envolvidas. Agora, sinto chegado o momento de contar o que me vai na mente e não a deixa sossegar, exatamente porque carece de registo.
Este texto será, então, um relato de episódios verídicos, tal como hoje consigo recordá-los. Conto, deste modo, não ferir susceptibilidades, mas confesso que esse não é, para mim, um imperativo, pois não vou ficcionar e a verdade é o que é.
A narração incluirá revelações de várias ocorrências que me marcaram no ano anterior ao cancro, ocorrências essas que fazem parte da minha lista de possíveis razões para ter adoecido, embora esteja consciente de que posso estar completamente enganada.
Como vou escrever num blogue, será talvez difícil confinar cada episódio a um post, pelo que optarei por atribuir títulos aos episódios, os quais poderão atravessar vários posts.
A escrita acontecerá ao sabor da vontade e da memória e aquilo que for sendo registado merecerá uma única revisão, aquela que acontece antes de cada publicação.
Sem estrutura pré-concebida nem quaisquer pretensões literárias, vou escrever ao sabor do que me for vindo à ideia, com o intuito primeiro de me compreender como ser humano em transformação profunda. Porque assumir verbalmente é, para mim, um gesto fundamental para me conhecer.
Os eventuais leitores desta "novela" poderão comentar cada post com liberdade absoluta, incluindo a de me oferecerem sugestões para tornar o relato mais interessante.
Espero conseguir o meu objectivo de aprender comigo própria, mas farei os possíveis por não vos maçar com pormenores que não favoreçam a percepção do essencial, que é a transformação de um ser humano num período que ronda, até hoje, os quatro anos.
Vamos a isso, então.
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